A fazer fé nas declarações do Ministro da Saúde publicadas no dia 16 de Janeiro no Jornal Diário de Noticias, em que o mesmo anuncia peremptoriamente que o “SAP/Urgências” de Vendas Novas será mesmo para encerrar, a Câmara Municipal de Vendas Novas, não pode deixar de entender tal depoimento, a ser verdade, como uma “declaração de guerra” ao desenvolvimento do Concelho de Vendas Novas e à qualidade de vida das populações.
Com efeito, a Câmara Municipal de Vendas Novas, reunida no dia 16 de Janeiro, no quadro da análise sobre os impactos da localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa na “Margem Sul” (Campo de Tiro de Alcochete) e do atravessamento da AV/TGV, não deixou de chamar a atenção de que, agora mais do que nunca, se justifica o que o Município sempre tem defendido, ou seja, a construção de Serviço de Urgência Básico (SUB) ou a manutenção e requalificação do actual SAP/”Urgências”.
Esta reivindicação ganha ainda mais expressão pela proximidade (25 km) ao novo aeroporto assim como à Plataforma Logística do Poceirão-Marateca.
É do conhecimento público, que em consequência da Providência Cautelar interposta no Tribunal Fiscal e Administrativo de Beja, o Ministério da Saúde e a ARS do Alentejo viram-se obrigados a reabrir o “SAP/Urgências de Vendas Novas”, sendo que o Ministério da Saúde tem vindo a recorrer de tal decisão.
Como tal, e face às declarações do Ministro da Saúde, a Câmara Municipal de Vendas Novas, alerta a população para a necessidade de estar vigilante na defesa do “SAP/Urgências”, a funcionar 24 horas todos os dias da semana, bem como exigir do Ministério da Saúde o cumprimento da recomendação da Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da Republica de criação de um Serviço de Urgência Básico em Vendas Novas, no âmbito da petição liderada pelo “Movimento de Cidadãos em Defesa das Urgências de Vendas Novas” e que foi subscrita por mais de 8.000 pessoas.