Neste domínio o Município de Vendas Novas definiu como estratégias a implementar:Conservação e manutenção e ampliação das redes de saneamento e dotação dos Serviços Municipais de equipamento e maquinaria moderna para melhorar a resposta a este nível.
ESTRATÉGIA
Neste domínio o Município de Vendas Novas definiu como estratégias a implementar:
Conservação e manutenção e ampliação das redes de saneamento e dotação dos Serviços Municipais de equipamento e maquinaria moderna para melhorar a resposta a este nível;
Concretização da componente concelhia do Sistema Intermunicipal em alta de saneamento (AMAMB) e desenvolvimento do Sistema de Telegestão de Saneamento;
Continuação do programa de infra estruturação de aguas residuais do concelho, nomeadamente na: Marconi, Afeiteira, Piçarras, Nicolaus e Landeira.
Continuar o Programa de Recolha Selectiva, concretizando a componente concelhia do Sistema Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos (GESAMB), designadamente construindo um Ecocentro no Parque Industrial estudando a viabilidade de uma Estação de Recolha de Entulhos, alargando a rede concelhia de ecopontos e estimulando a utilização de ecopontos domésticos junto da população do concelho;
Dotação dos Serviços Urbanos, de equipamentos e material de recolha de resíduos, que dignifique a função profissional e qualifique a prestação de serviços à população;
Manter e desenvolver o Plano Municipal do Ambiente e no quadro da AMDE, o projecto IEAP – Cartografia e Cadastro, infra-estrutura de apoio a um sistema de Informação Geográfica, que facilite o ordenamento do território, o Urbanismo e o Ambiente, bem como a sua disponibilização aos cidadãos do concelho.
Intervenções no sentido do reforço de abastecimento de água na Marconi, Piçarras, Nicolaus e Landeira.
INVESTIMENTOS
Na área do ambiente e saneamento básico, a Câmara Municipal desenvolveu, nos últimos anos, um conjunto de obras e projectos que foram desde a qualificação urbana, à melhoria das condições de saneamento e limpeza pública, passando pela melhoria do tráfego urbano e por uma política de solos e promoção de habitação.
Em matéria de saneamento, destaque-se a construção de infra-estruturas de Remodelação, Expansão, Drenagem, Tratamento e Destino Final das Águas Residuais Domésticas da Cidade, a construção de Estações de Elevatórias que completaram a quase totalidade da rede concelhia de saneamento, bem como a melhoria registada em matéria de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos (lixo). Neste último campo, foi efectuado um dos grandes investimentos com a integração no Sistema Intermunicipal de Recolha de Lixos, e que passou pelo encerramento e selagem da lixeira municipal em 2002, pela instalação de cerca de 40 ecopontos no concelho, o que dá um rácio de 1 Ecoponto para 300 habitantes, pela limpeza de ruas, pela compra de uma nova viatura de recolha de lixo e por uma campanha de educação ambiental, tendo como principal destinatário o público infantil. Este investimento passa ainda pela construção de um Ecocentro no Parque Industrial que servirá toda a população a partir de Setembro de 2006.
ECOCENTRO
A construção de um Ecocentro, no Parque Industrial de Vendas Novas, está praticamente no final, estando previsto durante o mês de Setembro.
Um Ecocentro é um parque amplo com contentores onde podem ser depositados, para além dos resíduos colocados nos ecopontos, resíduos de grandes dimensões, ou com características específicas como são exemplo as embalagens de plástico e metal, papel e cartão, vidro, embalagens de madeira, pneus de pequenos produtores, pilhas e acumuladores, material informático e electrónico, resíduos verdes, monstros ferrosos (máquinas de lavar roupa, frigoríficos, etc.), monstros não ferrosos (colchões, mobílias velhas, etc.). Para além destes resíduos também serão instalados depósitos para recepção de óleos usados de pequenos produtores.
O objectivo é recuperar materiais e enviá-los para reciclagem com o objectivo de valorizar materiais recicláveis, contidos nos resíduos sólidos.
A GESAMB - Gestão Ambiental de Resíduos EIM, criada por iniciativa da Associação de Municípios do Distrito de Évora, é a entidade responsável pela construção deste Ecocentro, assim como de mais 6 do distrito de Évora que se irão localizar em Évora, Borba, Montemor-o-Novo, Mora, Reguengos de Monsaraz e Estremoz.
Este projecto é co – financiado pela União Europeia e tem um custo total de cerca de 2 milhões e 200 mil Euros.
SISTEMA DE ESGOTOS
Como Funciona?
Antes de explicarmos o funcionamento do referido sistema é necessário separar os esgotos nas suas duas principais vertentes, os pluviais e os domésticos.
Os esgotos pluviais são os provenientes das águas da chuva, recolhidos naturalmente em sarjetas e sumidouros e encaminhados por via de colectores ou valas para as linhas de água naturais, que as levam às ribeiras, rios e finalmente ao Oceano.
Os esgotos domésticos, de que iremos falar com mais pormenor, são os provenientes da água que utilizamos em instalações sanitárias, cozinhas, lavagens, industriais, etc.
O funcionamento básico dos esgotos domésticos, consiste essencialmente na sua recolha à saída dos edifícios, (ramal de esgoto) com destino à ETAR (estação de tratamento de águas residuais).
Este percurso é feito sempre que possível por gravidade, ou seja, com os líquidos a correrem livremente em colector (tubo) dum ponto mais alto para um ponto mais baixo.
No caso de Vendas Novas, onde predomina o terreno plano, houve a necessidade de intercalar esse percurso, com várias estações elevatórias.
As estações elevatórias são equipamentos algo sofisticados, construídos e instalados para elevar os esgotos das zonas baixas para as zonas altas, para daí voltarem a correr por gravidade, tantas vezes quantas forem necessárias, até chegarem à já referida ETAR.
Esta, é a instalação que foi construída para tratar as águas residuais domésticas (esgoto) da cidade de Vendas Novas, assim como dos aglomerados urbanos de Bombel e Afeiteira.
A nossa ETAR, de sistema por lagunagem, é composta por três lagoas, cujas dimensões equivalem a cerca de 8 campos de futebol, que fazem o tratamento/melhoramento basicamente, entre outras tecnologias, pelo contacto destas grandes superfícies de águas residuais com o ar, por isso se lhe dá o nome de aeróbias.
De referir que no que diz respeito aos esgotos na cidade, temos uma cobertura quase total, faltando apenas resolver pequenos problemas pontuais, tais como algumas ligações erradamente feitas por particulares à rede de pluviais e a anulação de fossas sépticas ainda existentes.
Na Afeiteira e em Bombel, as obras de colocação de colector está praticamente completo. Relativamente às fossas sépticas ainda existentes, continuamos a prestar o serviço do equipamento de limpa fossas, gratuito para as habitações das zonas urbanas que ainda não estão servidas pela rede municipal.
No que respeita à Landeira, Nicolaus e Marconi, estão previstas as resoluções dos problemas ainda ali existentes com a aprovação dum grande projecto promovido pela associação de municípios constituída pelos concelhos de Arraiolos, Estremoz, Montemor, Mora e Vendas Novas, assim como da compreensão e colaboração dos proprietários dos terrenos envolventes onde terão de ser instalados alguns destes equipamentos, afim de ser possível ás populações destes aglomerados poderem vir a ser servidos destes bens primários e essenciais para o seu bem estar e para melhorar o ambiente em geral.
Nas zonas mais antigas do nosso sistema de esgotos, existem ainda algumas deficiências, como por exemplo o sistema unitário de esgoto, que é quando se juntam os esgotos domésticos com os pluviais, levando ambos para tratamento na ETAR, com todos os inconvenientes económicos de estarmos a tratar água da chuva sem necessidade alguma de o fazer.
Este trabalho era normal fazer-se quando não haviam grandes preocupações com a preservação do ambiente, hoje não é assim, pelo que temos todos o dever de modificar para melhorar este tipo de situações, não só a Autarquia, mas também alguns particulares que às vezes erram consciente ou inconscientemente, procurando a solução mais fácil, ou seja, despejam quer seja domésticos ou pluviais em qualquer tipo de colector.
Estas situações irão ter por parte dos serviços de fiscalização da Câmara Municipal, uma atenção redobrada, penalizando quem o tenha feito ou esteja a fazer.
A administração desta Câmara, tem a firme vontade de melhorar o que está desajustado das exigências actuais, dando como exemplo a futura remodelação do centro tradicional da cidade, que dependendo da aprovação por parte dos fundos comunitários dum projecto ambicioso, irá embelezar e dignificar toda a parte visível acima do solo em toda a Avenida da República e zonas circundantes, assim como a remodelação das infra-estruturas a nível do subsolo, dotando esta zona, entre outras infra-estruturas, de novas e eficientes redes de esgotos domésticos e pluviais.
Neste capítulo é muito importante que se diga que o concelho de Vendas Novas, começou praticamente a desenvolver o trabalho deste tipo de infra-estruturas, depois da mudança política operada no nosso Pais em 25 de Abril de 1974, já que antes o sistema era como todos sabemos diferente e até essa data Vendas Novas não dispunha de mais de meia dúzia de ruas pavimentadas, sendo que no que respeita a esgotos era quase nula a sua existência.
Daí para cá, tem sido linha orientadora e uma prioridade para quem tem tido a responsabilidade de gerir a autarquia de Vendas Novas, dotar todas as zonas urbanas destes serviços, não descansando enquanto isso não for totalmente conseguido.
Só para que se tenha uma ideia da importância que este assunto tem merecido, importa dizer que nos últimos 4 a 5 anos, a Câmara Municipal investiu nesta área uma importância que ultrapassaram os 5 milhões de Euros (um milhão de contos), com as obras de construção de várias Estações Elevatórias, mais de 20 quilómetros de colector, abastecimento de energia eléctrica ao sistema, negociação de terrenos, Estação Final de Tratamento (ETAR), entre outros, continuando sempre a trabalhar no sentido de fazer o que ainda está em falta.
É de facto preciso ter alguma coragem política para fazer este tipo de obra, porque quase todo este trabalho está enterrado debaixo do chão e normalmente é feito em locais onde pouca gente o vê a fazer-se.
Naturalmente que sendo os esgotos uma necessidade extremamente importante e básica para qualquer povoação, será sempre uma área que importa melhorar a bem do aumento da qualidade de vida das nossas populações.